Boa noite, caros fregueses!
Agora que estou em férias estou tendo bastante tempo para ver filmes e ler, então gostaria de dividir um pouco disso com todos como meu amigo Thomaz fez em seu blog. Tentarei condensar meu critério em filmes ao máximo para conseguir fazer um Top 10 e um pequeno comentário sobre cada um. Espero que essa lista sirva de alguma coisa para alguém, principalmente nessas férias, pois acho que cada item dessa lista é indispensável para qualquer fã ou entusiasta de cinema deve ver.
Aqui vai:
10º - Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Man, EUA, 2007)
Interessantíssimo filme dos Irmãos Coen. O filme consegue ser um dos melhores suspenses que já vi sem quase possuir trilha sonora alguma! Ainda mais com o ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante Javier Bardem interpretando um dos maiores vilões do cinem: Anton Chigurh, que é um daqueles que você reza para que não existão. Filme genial! Tenso do começo ao fim.
9º - Laranja Mecânica (Clockwork Orange, Inglaterra, 1971)
Adaptação do livro de mesmo nome de Anthony Burgess por ninguém menos que Stanley Kubrick. E se eu precisasse dizer mais alguma coisa, diria que é um filme ótimo para quem gosta de leite, ultra-violência e Beethoven. Um Must See, caros drugos!
8º - Monty Phyton Em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail, Inglaterra, 1975)
Melhor filme de comédia que já vi. Monty Phyton é genial, até cheguei a apresentar um esquete deles no Cotil Arte esse ano, pra quem não viu. Mas infelizmente não são todos que tendem a gostar desse tipo de humor. Eu particularmente amo. Aways looking at bright side of life :)
7º - Metropolis (Metropolis, Japão, 2001)
Animação baseada no mangá de Osamu Tesuka, obra prima dos animes japoneses. Também tem a melhor cena que já vi em uma animação na minha vida. I caaan’t stop loooving you ~
6º - A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi, Japão, 2001)
Hayao Miyasaki e Studio Ghibli. Ganhou Oscar de melhor animação, mas não creio que isso pese muito. O que mais importa é o sorriso que você ganha depois de assistir. É uma coisa mágica, assim como todos os outros filmes do Ghibli. Até mesmo eu, quando se fala em Ghibli, não sou mais do que um fanboyzinho tosco.
5º - Clube da Luta (Fight Club, EUA, 1999)
Na minha opinião, o que faz um filme ser bom não é o quão ele é bem feito ou profundo, e sim o que ele nos faz sentir. Quando terminei de vê-lo pela primeira vez quase que virei um anarquista. Baseado no romance de mesmo nome do excêntrico e brilhante Chuck Palahniuk.
4º - Trainspotting (Trainspotting, Inglaterra, 1996)
Melhor filme de Danny Boyle na minha opinião. Muito sexo, drogas e nem tanto Rock’n Roll assim. O que mais impressiona no filme é seu ritmo: parece que o filme corre. Choose a big fucking television for this one!
3º - O Poderoso Chefão (The Godfather, EUA, 1972)
Res ipsa loquitur. Não precisaria nem comentar o filme de Coppola que é considerado por muitos o melhor filme de todos os tempos. Mas para os que ainda não viram (seus malucos!) vou tentar falar por cima. O filme possui Marlon Brando e Al Pacino em seus melhores papeis do cinema, seguindo a história do romance de Mario Puzo e orquestrado perfeitamente por Nico Rota. Tudo isso regido por ninguém menos que Francis Ford Coppola. Pra aqueles que não viram, vê-lo é uma oferta que ninguém poderá recusar ;D
2º - Blade Runner, o Caçador de Andróides (Blade Runner, EUA, 1982)
Em primeiro lugar devemos agradecer a nossa querida tradução brasileira por não ter traduzido Blade Runner, que ficaria algo como “O Corredor Faca”, e odiar-la por ter inserido “o Caçador de Andróides” no nome, o que não faz o menor sentido, pois no filme não há andróide algum.
Melhor papel de Harrison Ford, junto com Hans Solo de Star Wars, que faz a metade do filme ser o que é. A outra metade é a trilha sonora de Vangelis que não só casou perfeitamente com o filme como o deixou fascinante.
"I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the
shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser
gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain."
1º - Taxi Driver (Taxi Driver, EUA, 1976)
Taxi Driver é o filme em que você percebe que Robert De Niro é o melhor ator do mundo. Não tenho muito que falar dele, pois acho que só o filme pode falar por si próprio. Sinceramente não sei dizer porque gostei tanto do filme, talvez eu tenha me identificado com ele, ou com a trilha sonora, mas o certo é que nunca vi coisa igual. Se não viram ainda, não tenho como recomendar ainda mais esse filme.
“Are you talking to me?”
Obs: Que fique claro que seria impossível fazer um TOP10 dos melhores filmes que vi. Coloquei aqui apenas os que achei que deveria colocar na hora e que acho que todos deveriam ver. Comentem o que acharam e o que deveria ter sido incluído, pois o que faz um bom bar são os fregueses.
Au Revoir :)
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 9 de julho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Braid
“Tim está em busca da Princesa. Ela foi raptada por um monstro terrível e maligno. Isso aconteceu porque Tim cometeu um erro.”
Como seriam nossas vidas se pudéssemos aprender com os erros sem sofrer as conseqüências? Essa é a temática do artístico e interpretativo jogo Braid, onde nosso protagonista Tim está em uma jornada para encontrar sua princesa, seu objetivo, sua meta. O que mais atrai no jogo não é sua música extremamente bem trabalhada, nem sua brilhante arte ou jogabilidade estonteante, e sim a facilidade que temos em nos identificar com cada aspecto de sua história, afinal todos nós temos uma princesa que queremos encontrar.
Todos nós cometemos erros, o que nos afasta de nossas metas ou até mesmo as tornam impossíveis. Mas isso é justo? Mesmo se aprendemos com nossos erros, sofreremos da mesma maneira. E se houvesse um modo diferente? E se aprendêssemos com nossos erros sem sofrer com as conseqüências? É esse o dom de Tim em Braid. Tim pode voltar no tempo com a sabedoria que conseguiu falhando no presente.
Mas até quando isso daria certo? Será que conseguiríamos viver felizes em um mundo perfeito, onde vigiamos sempre nossos erros e colocamos rédeas nos outros para não nos magoar? Tanto na vida real quanto no jogo, existem coisas que o tempo precisa cultivar e que não podemos interferir, assim como o vinho (que é usado como metáfora nas pinturas do jogo) que quanto mais velho fica, melhor.

Conforme se passa cada capítulo do jogo, Tim sente que se aproxima mais da princesa. Tim procura em castelos, sonhos e memórias, cada vez sentindo a sensação de que está mais e mais próximo de sua amada. Cada capítulo explora e questiona sua busca de maneiras diferentes, assim como os obstáculos na vida que nos fazem pensar e hesitar no que buscamos.
Você pode ver com olhos exatos e enxergar Braid apenas como uma saga de um herói em busca da princesa raptada e ainda assim ver a poesia e a beleza de cada capítulo. Braid também faz várias referências a jogos antigos como Mario, pois o esquema de conseguir passar a fase para chegar à bandeira do castelo no final (com direito até a plantas carnívoras que saem dos canos!) não poderia ser de outro jogo.
Antes eu achava que não poderia existir jogo mais brilhante que Everyday Shooter em termos artísticos, mas creio que me enganei. Braid conta com os mesmos princípios de ES e ainda vai além, consegue explorar a pintura, música e poesia como nenhum outro jogo jamais fez. Há muitos críticos que dizem que os jogos estão se tornando algo mais do que simples entretenimento e diversão, e com Braid isso definitivamente é verdade.
PS: Não achavam mesmo que iria deixar meus caros fregueses na mão, não é ?
Tamanho: 140mb
Idioma: Inglês em default, mas vem em português também :)
Link: http://www.mininova.org/tor/2494264
Infelizmente em torrent :( Quando eu puder, uparei no megaupload.
Assinar:
Postagens (Atom)



