Quando deitamos a noite no gramado para olhar as estrelas, percebemos que mesmo que ficássemos a noite inteira acordados não seriamos capazes de contar todas. Talvez por ser algo grandioso demais para que possamos contabilizar. Por fim acabamos apenas por contemplarmos sua grandeza, mesmo não a entendendo.
Alguns as usam como mapa, pois nunca nos enganam e estarão sempre lá para apontar o caminho. Estes passam grande parte de suas vidas as estudando para poder entendê-las quando é preciso.
Quando uma estrela cadente passa, as pessoas fazem seus desejos mais profundos para ela, na esperança que eles irão um dia se realizar.
Uma ou outra dessas estrelas acabm por passar aqui no bar de vez em quando. Uma delas uma vez veio e pediu um drink e começou a falar de como os seres humanos são esquisitos. Quando já estava um pouco mais alta, desabafou o que sente e disse que não importa o que eles dizem, elas não podem intervir em assuntos que são só e apenas deles.
- "Todos esses pedidos sem sentido algum... Eles nem sabem o que realmente querem!" - disse ela.
Depois acabou se lamentando mais sobre outras estrelas que ofuscam seu brilho e sobre livros de auto-ajuda, e por fim acabou indo embora mais feliz por alguém ouvi-la.
Estou acostumado a escutar esse tipo de conversa: lamentações, problemas e tristezas. Mas por mais que consiga ver suas diferenças entre si, sempre acabo percebendo o quão semelhantes elas são.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Copos
Na grande sutileza de meu trabalho lavando copos aqui no bar nos últimos tempos, percebi que se você lava um copo por muito tempo, começa a ver dentro do vidro. Percebe como é feita toda sua estrutura que brilha de uma maneira impressionante quando colocada perante luz, como se fosse feita de cristal. Mas infelizmente, quando você o faz acaba o estragando, pois se torna feio visto de forma geral, já que se forma uma mancha na onde se lustrou e acaba quebrando com uma facilidade impressionante.
Quando se passa muito tempo no bar, começa a ter essas manias estranhas, como falar de copos e coisas assim. Bobo, não?
sexta-feira, 13 de março de 2009
Segundos
Segundos definem nossa vida e, logo depois, nossas lembranças. São, em potencial, nosso futuro. Em teoria, nossas ações e em princípio, nossas memórias. Vejo muitos deles por aqui.
A maioria passa sem nem ser percebido, outros são super simpáticos, mas vão embora muito rápido. Também há aqueles longos e demorados (que geralmente são os mais mal-humorados) que ficam por horas e conseguem baixar o astral do bar todo. Mas todos eles são cruciais, vivos e importantes para o Pai Tempo e todas as pessoas que eles acompanham.
Os mais bonitos de se ver são os segundos de transcendência. Aqueles que reúnem seu passado, presente e futuro em uma fração do infinito Pai. Esse é aquele que finda nossa longa busca, nos recompensa e nos faz felizes. É o que realiza nossos sonhos, extrapola nossas expectativas e nos faz ver o que vem pela frente. Você o sente no momento exato antes do primeiro beijo, quebrando a linha tênue da amizade e do amor. Quando você cruza a linha de chegada em primeiro lugar, fazendo o esforço de anos fazer sentido. Sente segundos antes de uma batida de carro, quando você é capaz de ver todas as consequências do acidente que está para acontecer, e que te faz rir de tudo depois que acontece. São as intersecções dos mosaicos de nossas vidas.
Mesmo as coisas ruins que acontecem com as pessoas, como o desmoronar de uma amizade de anos em um pequeno ato, uma falha crítica em um objetivo de vida ou até a morte, que leva nossa vida e todas nossas memórias em segundos, são igualmente necessários para as pessoas.
Nossas falhas nos dão experiência e força para outrora. Decepções nos fazem perceber a realidade. E o momento principal de nossas vidas da valor e sentido único a cada um de nossos atos, a Morte.
Não significaria nada existirem momentos mais importantes do que outros se eles não fossem feitos de todos os outros que o construíram.
O Pai Tempo é feito de segundos, assim como nossas vidas são feitas de momentos.
A maioria passa sem nem ser percebido, outros são super simpáticos, mas vão embora muito rápido. Também há aqueles longos e demorados (que geralmente são os mais mal-humorados) que ficam por horas e conseguem baixar o astral do bar todo. Mas todos eles são cruciais, vivos e importantes para o Pai Tempo e todas as pessoas que eles acompanham.
Os mais bonitos de se ver são os segundos de transcendência. Aqueles que reúnem seu passado, presente e futuro em uma fração do infinito Pai. Esse é aquele que finda nossa longa busca, nos recompensa e nos faz felizes. É o que realiza nossos sonhos, extrapola nossas expectativas e nos faz ver o que vem pela frente. Você o sente no momento exato antes do primeiro beijo, quebrando a linha tênue da amizade e do amor. Quando você cruza a linha de chegada em primeiro lugar, fazendo o esforço de anos fazer sentido. Sente segundos antes de uma batida de carro, quando você é capaz de ver todas as consequências do acidente que está para acontecer, e que te faz rir de tudo depois que acontece. São as intersecções dos mosaicos de nossas vidas.
Mesmo as coisas ruins que acontecem com as pessoas, como o desmoronar de uma amizade de anos em um pequeno ato, uma falha crítica em um objetivo de vida ou até a morte, que leva nossa vida e todas nossas memórias em segundos, são igualmente necessários para as pessoas.
Nossas falhas nos dão experiência e força para outrora. Decepções nos fazem perceber a realidade. E o momento principal de nossas vidas da valor e sentido único a cada um de nossos atos, a Morte.
Não significaria nada existirem momentos mais importantes do que outros se eles não fossem feitos de todos os outros que o construíram.
O Pai Tempo é feito de segundos, assim como nossas vidas são feitas de momentos.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Contos de Fadas
"Contos de fadas são a pura verdade: não porque nos contam que dragões existem, mas porque nos contam que eles podem ser vencidos."
- G. K. Chesteron
Mágicos Seres
“Quando eu era pequetito, pequeno, mínimo, os mais antigos me falavam de povos e povoados mágicos e sobrenaturais que conviviam com nós, homens-sem-graça. Acreditava com força de coração que tais serem existiam, pois conseguia imaginá-los como grandes e pequenos dançarinos de espadas, magos-de-chapéu, dragones místicos e odaliscas ousadas. Conseqüentemente conseguia vê-los, falar e brincar com eles quando eu desejasse, mas o tempo foi passando, eu fui crescendo e me esquecendo deles. Já não lembrava mais de meus heróis e vilões que via outrora. Fui perdendo a inocência, e com ela todos meus primordiais prazeres. Mas será que todos esses povos morreram assim que parei de vê-los? Será que existiam apenas por alguém acreditar neles?
Fiz de meu propósito então buscar tais respostas. Procurei reis, anciões e sábios por esclarecimento. Percorri rios, lagos, montanhas, florestas e planícies a procura das estórias e memórias mais antigas do que os mais velhos carvalhos. Demorei a perceber que a magia e os seres que vivem dela nunca deixaram de existir, mas são sutis demais para os olhos secos e desgastos do homem ver.
Eles existem. E estão em todos os lugares que nós desusamos, como aquele canto escuro do quarto, onde normalmente perdemos as coisas, no quintal à noite, quando não há ninguém para ver, nas palavras dos livros, empoeirados e esquecidos em nossas gavetas trancadas. Eles estão lá, e não estão sem fazer nada.
Tal sutileza é a de seus feitos que passam despercebidos por nós, desde brincarem debaixo de nossas camas dando jus ao repentino receio antes de dormir até fazer-nos estar em ambos tempo e lugares certos (ou não), dos quais culpamos o destino ou o ato de um ser superior. Tais ações os fazem parecer seres grandiosos e onipotentes, o que de certo modo são, mas não a nosso modo de dizê-lo. Seus atos e modos de agir são de uma elegante sutileza, boba aos nossos olhos, mas ainda nos perguntamos por que aquela pedra estava exatamente ali, dentre todos os lugares que poderiam estar, bem quando estávamos saindo de casa com pressa e definitivamente não queríamos tropeçar e quebrar uma perna na escada.
Certamente não são como deuses: não morrem se desacreditarmos neles, mas com certeza a fé os da poder para se materializar ou nos induzir a vê-los, mesmo que por sonhos. É isso o que da a uma criança a sabedoria que o adulto não consegue ver, a tolice que não consegue entender e a imaginação que nunca poderá ter.”
Fiz de meu propósito então buscar tais respostas. Procurei reis, anciões e sábios por esclarecimento. Percorri rios, lagos, montanhas, florestas e planícies a procura das estórias e memórias mais antigas do que os mais velhos carvalhos. Demorei a perceber que a magia e os seres que vivem dela nunca deixaram de existir, mas são sutis demais para os olhos secos e desgastos do homem ver.
Eles existem. E estão em todos os lugares que nós desusamos, como aquele canto escuro do quarto, onde normalmente perdemos as coisas, no quintal à noite, quando não há ninguém para ver, nas palavras dos livros, empoeirados e esquecidos em nossas gavetas trancadas. Eles estão lá, e não estão sem fazer nada.
Tal sutileza é a de seus feitos que passam despercebidos por nós, desde brincarem debaixo de nossas camas dando jus ao repentino receio antes de dormir até fazer-nos estar em ambos tempo e lugares certos (ou não), dos quais culpamos o destino ou o ato de um ser superior. Tais ações os fazem parecer seres grandiosos e onipotentes, o que de certo modo são, mas não a nosso modo de dizê-lo. Seus atos e modos de agir são de uma elegante sutileza, boba aos nossos olhos, mas ainda nos perguntamos por que aquela pedra estava exatamente ali, dentre todos os lugares que poderiam estar, bem quando estávamos saindo de casa com pressa e definitivamente não queríamos tropeçar e quebrar uma perna na escada.
Certamente não são como deuses: não morrem se desacreditarmos neles, mas com certeza a fé os da poder para se materializar ou nos induzir a vê-los, mesmo que por sonhos. É isso o que da a uma criança a sabedoria que o adulto não consegue ver, a tolice que não consegue entender e a imaginação que nunca poderá ter.”
Parte do diário recuperado de Trajano Dúbio, o Contador De Histórias.
Trajano Dúbio foi um escritor e bardo de uma época desconhecida, já que existem provas contraditórias de textos com estilos literários e passagens históricas diferentes em cada história. Alguns acreditam que ele era apenas um morador de rua inspirado, outros pensam que foi um bardo da realeza ou até um pseudônimo de algum dramaturgo famoso do final do séc. XVI.segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sonhos
A pior coisa que você pode dizer para uma criança é que para desistir de seus sonhos, que eles não existem, para parar de viver ilusões. As pessoas pensam que sonhos não existem simplesmente porque não são feitos de matéria, mas elas estão erradas. Sonhos existem, e são feitos de esperanças, crenças, desejos, memórias, momentos e sentimentos. Coisas que não conseguimos ver, mas temos a certeza que existem.
Tolas e hipócritas são as pessoas que falam tais coisas, pois o que seriamos sem os sonhos? Eles nos dão desde pequenos prazeres até objetivos de vida que tanto nos esforçamos para alcançar. Também existem os "sonhos ruins" ou "pesadelos", que nada mais fazem que nossos piores medos virem realidade por um instante, para que assim nos lembremos que estamos vivos. Tão fortes são os sonhos que existem pessoas que acordam e não saem deles para sempre. Mas o que seria de nós sem eles?
Sem eles nossas almas seriam preenchidas pela TV e propaganda: compraríamos produtos sem nem pensarmos o porquê, nossas comidas mudariam para pacotes nutritivos industrializados, não iríamos mais a teatros, pararíamos de dançar, rir, escrever, compor, criar. Perderíamos nossa individualidade e seriamos apenas criaturas racionais movidas por impulsos animais.
Os sonhos são tudo o que realmente temos, e serão as únicas coisas que levaremos para o túmulo, junto com as memórias boas ou ruins que eles nos trouxeram. São eles que fazem mesmo a vida de alguém que nunca fez nada na vida valer mais do que qualquer coisa.
São eles que fazem a vida valer a pena.
"Quando sonha, as vezes você se lembra. Quando acorda, você sempre se esquece."
Tolas e hipócritas são as pessoas que falam tais coisas, pois o que seriamos sem os sonhos? Eles nos dão desde pequenos prazeres até objetivos de vida que tanto nos esforçamos para alcançar. Também existem os "sonhos ruins" ou "pesadelos", que nada mais fazem que nossos piores medos virem realidade por um instante, para que assim nos lembremos que estamos vivos. Tão fortes são os sonhos que existem pessoas que acordam e não saem deles para sempre. Mas o que seria de nós sem eles?
Sem eles nossas almas seriam preenchidas pela TV e propaganda: compraríamos produtos sem nem pensarmos o porquê, nossas comidas mudariam para pacotes nutritivos industrializados, não iríamos mais a teatros, pararíamos de dançar, rir, escrever, compor, criar. Perderíamos nossa individualidade e seriamos apenas criaturas racionais movidas por impulsos animais.
Os sonhos são tudo o que realmente temos, e serão as únicas coisas que levaremos para o túmulo, junto com as memórias boas ou ruins que eles nos trouxeram. São eles que fazem mesmo a vida de alguém que nunca fez nada na vida valer mais do que qualquer coisa.
São eles que fazem a vida valer a pena.
"Quando sonha, as vezes você se lembra. Quando acorda, você sempre se esquece."
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Everyday Shooter
A maioria de nós está familiarizada com o termo "game". Normalmente associamos isso primeiramente a alguma parte de nossa infância, como: "aquele joguinho do Mario", "joguinho de corrida" ou "o de matar zumbi". Mas eu diria que esse termo hoje em dia vai um pouco mais além.
Atualmente esse "mundo de games" se ampliou significantemente comparado a "época do Mario". Hoje existe algo mais nos games, algo que te da prazer em jogá-los. E por que não? Dentro deles você pode ser o que você queria ser, viver o que sonhava e fazer o que não poderia fazer, quem não gostaria disso? É uma evasão para a alma sobrecarregada de hoje, assim como todos os tipos de arte, não? É claro que pouquíssimos games possuem essa grandeza toda para serem chamados de arte. Um deles é o Everyday Shooter.
Everyday Shooter é como um "jogo de navinha", onde aparecem os inimigos e você tem que destruí-los para sobreviver até a próxima fase. Simples não é? Mas o que faz o jogo genial é a música. As músicas de fundo são melodias apenas com distorções de guitarra, mudando a cada fase. E enquanto joga, conforme seu desempenho no jogo, os inimigos explodem em riffs e acordes de guitarra para acompanhar a música. É como se você jogasse compondo.
Jonathan Mak, o criador, fez Everyday Shooter querendo inovar, fazer com que o jogo fosse arte. E devo dizer que conseguiu, foi um dos jogos que mais me impressionaram até hoje.
E como bom anfitrião, não poderia deixar de disponibilizar o jogo a vocês, meus caros e raros fregueses. Vocês podem baixar pelo link abaixo. E joguem com carinho, pois demorei muito tempo para achar na internet uma versão para computador (o jogo é originalmente feito para PSP), e quando achei demorou horas para baixar, devido à falta de seeds, e ainda veio com vírus (eu o tirei para colocar aqui, então podem baixar tranquilos).
Download:
http://www.megaupload.com/?d=OGSA4CZK
Tamanho : 32MB
Atualmente esse "mundo de games" se ampliou significantemente comparado a "época do Mario". Hoje existe algo mais nos games, algo que te da prazer em jogá-los. E por que não? Dentro deles você pode ser o que você queria ser, viver o que sonhava e fazer o que não poderia fazer, quem não gostaria disso? É uma evasão para a alma sobrecarregada de hoje, assim como todos os tipos de arte, não? É claro que pouquíssimos games possuem essa grandeza toda para serem chamados de arte. Um deles é o Everyday Shooter.
Everyday Shooter é como um "jogo de navinha", onde aparecem os inimigos e você tem que destruí-los para sobreviver até a próxima fase. Simples não é? Mas o que faz o jogo genial é a música. As músicas de fundo são melodias apenas com distorções de guitarra, mudando a cada fase. E enquanto joga, conforme seu desempenho no jogo, os inimigos explodem em riffs e acordes de guitarra para acompanhar a música. É como se você jogasse compondo.
Jonathan Mak, o criador, fez Everyday Shooter querendo inovar, fazer com que o jogo fosse arte. E devo dizer que conseguiu, foi um dos jogos que mais me impressionaram até hoje.
E como bom anfitrião, não poderia deixar de disponibilizar o jogo a vocês, meus caros e raros fregueses. Vocês podem baixar pelo link abaixo. E joguem com carinho, pois demorei muito tempo para achar na internet uma versão para computador (o jogo é originalmente feito para PSP), e quando achei demorou horas para baixar, devido à falta de seeds, e ainda veio com vírus (eu o tirei para colocar aqui, então podem baixar tranquilos).
Download:
http://www.megaupload.com/?d=OGSA4CZK
Tamanho : 32MB
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Capuccino de Schrödinger
Erwin Schrödinger foi um físico famoso por criar a teoria do "Gato de Schrödinger" que funciona da seguinte maneira: se pega um gato e o prende em uma caixa junto com um pequeno material radioativo ligado ao dispositivo que aciona um martelo que fica acima de um frasco de veneno, tudo isso de maneira que o gato não interfira diretamente nos outros materiais. A probabilidade de o material radioativo decair fazendo que acione o dispositivo do martelo, quebrando o frasco de veneno e consequentemente matando o gato, são as mesmas de ele não o fazer e nada disso acontecer. O único jeito de descobrir o que aconteceu é abrindo a tampa da caixa. Assim veríamos se o gato está vivo ou morto, mas enquanto não abrirmos, o gato estará teoricamente vivo e morto ao mesmo tempo.
Sem mais nomes difíceis e lógicas complicadas, digo que o nosso capuccino funciona da mesma maneira. Enquanto ninguém o bebe, ele é bom e ruim ao mesmo tempo e a única maneira de descobrir é provando.
Sem mais nomes difíceis e lógicas complicadas, digo que o nosso capuccino funciona da mesma maneira. Enquanto ninguém o bebe, ele é bom e ruim ao mesmo tempo e a única maneira de descobrir é provando.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
O Início
"(...) Sim, sim ! Ela conseguia ver tudo ! Não apenas tudo como algo mais: via pessoas brincando e se divertindo e logo depois, quando tudo se aquietava como pétalas que morrem chegando ao chão após dançarem docemente com o vento, que ficavam tristes. Os motivos do entretenimento e do prazer nada mais eram do que peças fúteis e sem valor no antiquário de suas recém-descoloridas memórias.
Serena via o porquê, tudo em sua xícara de capuccino doce."
- Parte de um dos contos de Trajano Dúbio, Um Contador De Histórias E Outras Coisas Mais.
E está aberto seu mais novo bar-de-esquina que você nunca ouviu falar: o Capuccino Quântico !
Mas é claro que não ouviu falar. Esse bar habita aquela esquina escura e supostamente desabitada do seu subconsciente, compartilhando os trabalhos de limpeza e lustragem de níveis subatômicos de seu cérebro que transitam sua criatividade e inspiração, daquilo que você não sabe bem porque pensou nem da onde veio. Serve desde os aperitivos e cafés da manhã para suas inspirações aos seus famosíssimos cafés da tarde que servem como placenta para as mais geniais artes nascerem.
O bar recebe todo o tipo de visitante: cineastas, diretores, músicos, escritores, cientistas, artistas, observadores, idealistas, estudantes, trabalhadores, etc. De vez em quando algumas idéias resolvem criar pernas e aparecer por aqui também. Tímidas e reclusas, mas sempre bem vindas.
Que fique claro também que tudo é apenas relatado por Tiago Abrahão Cardoso, ilustre funcionário do bar, de acordo como o que viu passar pelo mesmo: nem a verdade, nem a mentira. O Incerto. Como os planos que temos para o futuro, ao contrário de como todos eles acabam.
SEJA BEM VINDO!
Serena via o porquê, tudo em sua xícara de capuccino doce."
- Parte de um dos contos de Trajano Dúbio, Um Contador De Histórias E Outras Coisas Mais.
E está aberto seu mais novo bar-de-esquina que você nunca ouviu falar: o Capuccino Quântico !
Mas é claro que não ouviu falar. Esse bar habita aquela esquina escura e supostamente desabitada do seu subconsciente, compartilhando os trabalhos de limpeza e lustragem de níveis subatômicos de seu cérebro que transitam sua criatividade e inspiração, daquilo que você não sabe bem porque pensou nem da onde veio. Serve desde os aperitivos e cafés da manhã para suas inspirações aos seus famosíssimos cafés da tarde que servem como placenta para as mais geniais artes nascerem.
O bar recebe todo o tipo de visitante: cineastas, diretores, músicos, escritores, cientistas, artistas, observadores, idealistas, estudantes, trabalhadores, etc. De vez em quando algumas idéias resolvem criar pernas e aparecer por aqui também. Tímidas e reclusas, mas sempre bem vindas.
Que fique claro também que tudo é apenas relatado por Tiago Abrahão Cardoso, ilustre funcionário do bar, de acordo como o que viu passar pelo mesmo: nem a verdade, nem a mentira. O Incerto. Como os planos que temos para o futuro, ao contrário de como todos eles acabam.
SEJA BEM VINDO!
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